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Friday, October 16, 2009

37 Semanas - Última de Trabalho

É isso. Chegou. Um dos marcos da gravidez, chegou. Hoje é o último dia que trabalho. Apesar de ser algo muito desejado (já estou bem cansada, precisando ficar em casa, desacelerar, internalizar), por outro lado é meio estranho isso, pois em 10 anos de trabalho nesta mesma empresa esta é a primeira vez que vou me ausentar por tanto tempo. Mas é necessário. Física, psicológica e emocionalmente. Vou parar agora pra poder descansar, ficar nova em folha, recuperar o fôlego e manter o pique pra quando minha filhota chegar. Além disso, quero aproveitar para curtir os últimos dias da gravidez, os últimos dias só meus. Tenho uma lista infinita de coisas pra fazer durante esse período, rs, assim não caio no tédio, nem na mega ansiedade pela espera:
- Dormir. Dormir muuuiiito.
- Ir ao cinema. Depois, só Deus sabe quando vou conseguir ir novamente.
- Sair com a minha mami, e aproveitar nossos últimos dias de "mãe-filha".
- Ir ao salão de beleza, dar os retoques finais.. rs..
- Ler, ler, ler, ler (estou lendo 3 livros ao mesmo tempo, mas o único que preciso mesmo finalizar antes dela nascer é o da Ina May, sobre parto).
- Terminar de arrumar nossa mala pra maternidade.
- Bater perna no shopping.
- Cozinhar!!
- Fazer caminhadas. Continuar a ioga.

Essa lista podia crescer infinitamente... mas tenho consciência de que talvez nem faça boa parte do que estou me propondo... tudo vai depender do meu pique, e também de quando a Maria Eduarda resolver chegar!

(Agora começa a ficar cada vez mais real a chegada dela. E com isso, bate um medinho... Medo do desconhecido. Vou saber cuidar? Vou dar conta do trabalho? Como vai ser o parto? Como vai ficar nossa vida?)

Friday, October 2, 2009

Contagem Regressiva

Nossa... entrei hoje aqui no blog e vi no baby ticker ao lado, a contagem regressiva: 30 dias. Trinta dias!!!! Só falta um mês pra minha DPP (data provável do parto)! Isso significa que estou entrando naquela fase que a qualquer momento pode nascer. Qualquer mesmo. Até mesmo bem depois da DPP! rs!!

E alguns pensamentos são inevitáveis nessa fase... Acho que vou sentir saudade da barriga, principalmente da Duda se mechendo tão gostoso aqui dentro. Vou sentir falta desse estado de graça e plenitude que só uma mulher grávida consegue experimentar. Quero curtir cada minutinho que me resta nesse estado gravídico. Por outro lado, que alívio vai ser ter o meu corpo de volta... rs...

Também penso no parto, e cada dia mais, agora que já se aproxima e parece que com tanta pressa. Engraçado como a gente fica ainda mais sensível nessas últimas semanas de gestação. Relatos de parto agora me fazem chorar. É uma emoção que eu nem sei explicar. É como se eu conseguisse sentir o que aquelas mulheres sentiram ao ver seus filhos pela primeira vez. Fico pensando no que eu vou dizer à Maria Eduarda qdo a vir pela primeira vez.

Penso nisso tudo e um pouco mais...

E tem um tipo de pensamento que realmente é o que mais ocupa espaço ultimamente.
Achei que eu estaria mais preocupada com a chegada de um novo membro na família, com a mudança radical que isso vai trazer pras nossas vidas (dormir pouco, cansar muito, desgaste, falta de liberdade, afastamento do casal, e toda aquela lista de coisas medonhas que 99% dos pais mais recentes fazem questão de te contar, como se isso causasse imenso prazer, revanche e alívio a eles). Mas sabem que não? Sabem que é justamente o contrário? Esse medo estava mais presente há algumas semanas. Agora é um sentimento diferente: não vejo a hora de conhecer minha pequena. Não vejo a hora de ver minha casa inundada da presença desse novo ser, fraldas pra lá e pra cá, roupinhas espalhadas, cama desfeita, louça por lavar, cheirinho de bebê, chorinho de bebê, paninhos por todos os lados. Já não imagino minha vida sem ela. Me dá prazer pensar que agora seremos 3 e não mais 2 somente. Me deixa extremamente feliz e emocionada pensar que daqui a poucas semanas nascerá uma nova família, e que eu e o Gu não seremos mais somente marido e mulher, mas pai e mãe, família de verdade, enfim. Me dá prazer pensar que não iremos mais viajar sozinhos por um bom tempo - iremos leva-la conosco para todo canto! Imagina que delícia quando ela puder curtir uma praia com a gente? Quem não consegue ver as delícias em poder mostrar o mundo a um ser tão pequeno não deveria ter filhos.
Claro que sei que vou ficar cansada. Claro que sei que no meio do furacão dos primeiros meses, vou pensar que aquela fase nunca vai acabar (mesmo sabendo que vai). Claro que noites mal dormidas vão me deixar acabada. Claro que vão ter dias em que vou sentir saudades de poder chegar em casa, simplesmente deitar no sofá e esquecer da vida... ou então sair pra jantar com o maridão, sem compromisso nenhum com horário, sem pensar se minha filha vai ficar bem.
Mas tudo na vida é assim. Nós abrimos mão de algumas coisas, pra ter outras que consideramos mais importantes. Quem decide fazer faculdade fora de casa, abre mão do conforto e segurança do lar, para arriscar uma aventura inimaginável e também cheia de percalços que é o morar sozinho pela primeira vez. Quem é solteiro e decide se casar, abre mão da liberdade de ir e vir, da possibilidade de se deixar levar por outras paixões, conhecer uma pessoa nova a cada final de semana, viajar na farra com os amigos. Em troca ganha a companhia do seu amor todos os dias, o prazer de construir uma vida a dois, a calma trazida pela segurança de ter alguém tão especial sempre ao seu lado, o prazer de poder formar sua família.
Sempre perdemos algo, e sempre ganhamos algo. A vida é sempre uma troca. O importante é a gente sentir que ganhou mais que perdeu, senão a troca fica pesada, injusta e o arrependimento chega.
Estou prontíssima pra trocar minhas noites bem dormidas pelo prazer de ter a pessoa mais importante da minha vida ao meu ladinho, mesmo que resmungando num chorinho interminável. Estou prontíssima pra trocar minha liberdade pela responsabilidade de ter que cuidar da minha filha, ve-la crescer e ajuda-la a se desenvolver ao seu máximo potencial. Mais que tudo, estou pronta para aprender com ela a ser mãe, e a ser um ser humano melhor.

Te amo muito, minha filha! E te espero muito ansiosa aqui do lado de fora, ainda que respeitando o seu próprio tempo: venha quando estiver também pronta! Te garanto que o mundo é um lugar maravilhoso, um presente espetacular que Deus nos deu, e que aqui vc vai encontrar muito amor, muita gente especial, muita coisa linda!

Thursday, July 2, 2009

Efeitos Colaterais

Hoje percebi que a gravidez está surtindo em mim um efeito clássico, típico da gravidez, mas que até algumas semanas atrás não tinha se manifestado. Eu estou mais calma!! Mais centrada. Mais serena. Nos últimos dias, poucas coisas tem me tirado do sério. Comecei a perceber isso no trânsito. Eu sou daquelas que saem do sério com aqueles tipinhos que chegam atrás de você na estrada dando farol alto como quem diz "sai da frente que a estrada é minha", a ponto de não deixar o cara passar, só pra irrita-lo mais ainda. Bom... não vou contar a lista infindável de baixarias no trânsito, rsrs, pra eu não ficar parecendo uma louca bocuda... imagina o que minha filha iria pensar de mim ao ler isso (um dia ela vai ler), rsrs... que ralhos de exemplo eu seria pra ela?
Bem, voltando... faz alguns dias que já não saio do sério no trânsito. Que não buzino com a barbeiragem alheia, que não fico transtornada com o espertinho querendo passar na frente de todo mundo pelo acostamento. Não vou dizer que não fico indignada. Mas simplesmente não reajo mais. Pq penso no mal que esse idiota poderia causar pra mim e pra minha filha se ele resolve se irritar com a minha irritação (como já aconteceu comigo pelo menos 2x). E aí eu simplesmente desisto. Fico na minha, quietinha. Eu sei, eu sei, deveria ser sempre assim, mas eu não sou - fazer o que? rsrs
Também não estou mais aceitando provocação alheia. Simplesmente elas chegam e se vão, sem surtir nenhum efeito. Graças a Deus nunca fui alvo de provocações agressivas, mas sabe aquelas brincadeiras que alguns amigos adoram fazer com a gente só pra nos tirar do sério? Pois bem, sempre fui o alvo perfeito pra isso! rsrs!! Mas hoje no almoço me disseram que eu ando sem graça pras provocações... rsrs... (e olha que tentaram e muito me tirar do sério).
A verdade é que nada mais tem tanta importância neste momento quanto esta vida crescendo dentro de mim. Em certos momentos, é como se eu estivesse 100% focada no que se passa entre eu e ela, e mais nada.
Realmente a gente aprende a relativizar as coisas. Como eu disse outro dia: nada como um filho pra colocar as coisas em suas devidas prioridades. A gente realmente passa a enxergar o mundo e as pessoas com outros olhos.

Friday, June 12, 2009

De Volta ao Trabalho e de Casa Nova!

Após 3 semanas de férias, das quais passei 1 com gripe e duas cuidando da mudança, estou de volta ao trabalho. E com muitas novidades! Descobri que estou mudando de área na empresa... e apesar de não ter sido envolvida nessa escolha, foi uma mudança positiva! Com isso, muitos desafios pela frente... Aprender um novo trabalho, descobrir um chefe novo, trabalhar com outro time, outras pessoas... mas era exatamente disso que eu estava precisando! Um chacoalhão! Desafios novos! Sair do marasmo, da minha zona de conforto. Estou muito feliz por essa mudança repentina, mas muito bem vinda!

Sobre as férias e a mudança... A mudanca foi exaustiva. Mas foi uma conquista maravilhosa. Mudamos de um ap de 53m2 para outro de 87m2. E o principal: nosso! Que delícia!! No mesmo bairro que a gente já morava, e que a gente adora. Compramos esse ap há 2,5 anos, ainda na planta - e parecia que o dia dessa mudança não ia chegar nunca. Como já moravamos ali por perto, passávamos com frequência pela construção e com isso vimos o prédio crescer e nosso sonho se materializar frente aos nossos olhos dia após dia, tijolo em cima de tijolo. Lembra, Gu, da gente passando ali e contando quantos andares já tinham subido até aquela data? :-) Atrasos na entrega da obra, na liberação do financiamento, mas por fim, 3 meses após o inicialmente previsto, pegamos nossas chaves e começamos nossa reforma. Colocamos o piso que escolhemos, pintamos da cor que quisemos, e depois de vários contratempos com vários prestadores de serviços (não nasci pra esse mundo de obras!!!!) estávamos prontos para mudar. Na minha segunda semana de férias comecei a encaixotar as coisas. E na semana seguinte, dia 01 de junho de 2009, mudamos! Foi mais uma semana intensa pra colocar tudo (ou boa parte) em ordem. Gente, fazer mudança grávida não é uma coisa trivial!! Eu me sentia uma velha! Não tinha pique, as costas doíam de ficar muito tempo em pé, não podia ficar abaixando e levantando pq a vista escurecia, não podia carregar peso e minha mãe e minha sogra não me deixavam subir em escadas. Limitadíssima! Imagino então quem faz mudança já de barrigão!! Cruel...
Mas depois de muito esforço, cansaço, dor, uma rinite MONSTRO por causa da poeira, agora o apartamento já está com cara de casa habitável :-) Ainda faltam lustres. Ainda falta parte dos armários. Ainda faltam os móveis novos da sala. Ainda tem presentes do casamento espalhados no chão do escritório. Mas está maravilhoso como tinha que ser. Aconchegante e cheio de amor, esperando a vinda do 3o membro da nossa família: minha pequena Maria Eduarda.
Por falar nisso, o quartinho dela ainda não está pronto. Nem começamos ainda. Queremos esperar o próximo ultrassom (morfológico, a ser feito com 22 semanas) para ter a plena confirmação do sexo, pra daí pensar na decoração. Não custa ter certeza, né gente? rsrs O que já dá pra fazer é comprar os móveis, isso nós vamos ver na semana que vem.
Apesar disso, seu enxovalzinho não para de crescer. A Tissi voltou dos EUA e trouxe pra nós o carrinho (que devido à correria dos últimos dias não saiu ainda da caixa) - não tenho nem como agradecer por isso, Tissi! - e milhões de bodies linnnndoooossss!!! (tem que ser menina mesmo... rs...) Além da babá eletrônica e de uma roupinha MARAVILHOSA que a Tissi nos trouxe de presente. Vou tirar uma foto e postar aqui depois (é um vestinho rosa e branco, com direito a calcinha e chapéuzinho combinando, além de uma sapatilha rosa muito fofa!).

Muito tempo sem postar e agora muita coisa pra contar... No próximo post vou falar só sobre a Maria Eduarda, a última visita ao obstetra e a 19a semana de gravidez. Até!

Tuesday, April 7, 2009

10 Semanas e Uma Luz no Fim do Túnel


Que bom chegar às 10 semanas! Finalmente, vejo uma luz no fim do túnel. Ela se encontra há 3 semanas de distância, mas 3 semanas parecem tão pouco agora... Em 3 semanas vou poder voltar a fazer exercícios. Vou poder pintar os cabelos novamente. Vou sair da fase de maior risco de aborto. Meu filho já estará formadinho. Já vou poder beber uma taça de vinho esporadicamente com meu maridinho. E minha barriga vai começar a tomar forma. Vou voltar à vida!

Colocando um pouco de contexto, pra vcs entenderem minha aflição e minha angústia em chegar logo ao fim dos 3 primeiros meses. Nessas 10 semanas, vi meu corpo mudar drasticamente, sem poder fazer muita coisa a respeito. As luzes do meu cabelo, que já estavam precisando de um retoque quando engravidei, agora estão gritando, implorando pela minha cabeleireira. Os fios brancos estão praticamente formando um tufo no meio da minha testa.
Meu rosto e colo estão com tantas espinhas que estou me sentindo com 15 anos novamente. Estou doida por uma limpeza de pele (nunca pensei que iria querer tanto essa tortura).
E a minha barriga? Gente, isso não é barriga de grávida. É barriga de gorda. Todas as minhas calças apertam na barriga. Já perdi a cintura (que nunca tive muita...). E, por não estar fazendo exercícios, estou com dores e ficando flácida... rs... Dor na lombar, nas pernas. Tônus muscular indo embora.
Pareço muito dramática? Talvez esteja. Acho que as pessoas ao meu redor não notam nada disso. Mas eu noto. Sou vaidosa, e sempre quis ser uma grávida gostosa. Mas sem a minha rotina de exercícios, está difícil manter essa meta. Me sinto menos feminina. Mas sei que é uma fase, e vai passar.
Bom... esses foram os motivos fúteis, mas não menos desejados, pra querer logo sair do 1o trimestre. O motivo mais importante, é claro, é sair definitivamente da zona de maior risco. Só quem passa por isso (ou seja, fica grávida), sabe o que isso significa. Não ter certeza de que tudo está bem com seu bebê é uma sensação horrível. Gostamos de estar no controle o tempo todo. Eu gosto. Faz parte da minha personalidade. E gravidez é a absoluta falta de controle com o que se passa dentro do seu próprio corpo. É lidar com a sua incapacidade de mudar certas coisas. Claro que tomo todas as precauções e cuidados. Tomo minhas vitaminas, vou à um conceituado obstetra, não exagero no esforço diário, parei com os exercícios, não bebo, nunca fumei, como frutas e legumes. Faço a minha parte, pra ficar com a cabeça tranquila. Mas, ainda assim, tem algo aqui dentro de mim que não posso controlar. Uma vida. Que pertence à Deus, não a mim. Que depende de mim, mas ao mesmo tempo não sou eu. Muito louco isso.
Acredito que nada acontece por acaso. E coloco nas mãos de Deus. Mas isso não me impede de ficar apreensiva, com medo, angustiada, louca para o meu próximo ultrassom e o encontro tão esperado com o meu filhote, que se Deus quiser estará saudável e mais lindo ainda!
Quero logo ver minha barriga crescer, mas crescer pra valer! Quero ficar enooorme de barriguda, e logo poder sentir meu filho amado se mexendo dentro de mim.
3 semanas vão ter que passar logo!!!!

Wednesday, April 1, 2009

Uma gravidez muda tudo




Antes mesmo de ficar grávida, eu já sabia que eu nunca mais seria a mesma. Eu já sabia que eu já não era mais a mesma. Já me preocupava com coisas que não se referiam somente a mim. Sim, já me preocupava com meu filho. Me preocupava em me alimentar bem, em me manter em forma e saudável para que meu corpo pudesse recebe-lo da melhor forma possível.
Minhas prioridades também foram mudando antes mesmo da gravidez. Adiar o sonho de uma viagem (para não precisar gastar demais agora), pensar duas vezes antes de mudar de emprego (mesmo estando infeliz no emprego atual, seria melhor me manter aqui onde tenho alguma estabilidade, ao menos até ter o bebê). Nem sabia quanto tempo iria levar até ter meu sonhado positivo em mãos, mas meus planos já incluíam meu tão desejado filho.
Fui abençoada. Após 4 meses de tentativas (acreditem, pra mim pareceu uma eternidade...), chegou o dia com o qual sonhamos tanto. Eu andava paranóica, achando que poderia ter endometriose, ou ovários policísticos (ambos suspeitas médicas), ou então outro problema de infertilidade qualquer - afinal, tomei anticoncepcionais por praticamente minha vida toda, desde os 15 anos. Ainda vou contar com mais detalhes como foi o dia em que recebi meu "positivo", num post futuro. Mas o fato é que o dia 26 de fevereiro de 2009 mudou toda minha vida. Ao ver lá, escrito no resultado do beta, o numerinho 339 (acima de 50 é positivo), eu nunca mais fui a mesma.
Dizem que um filho muda tudo. Muda mesmo. E antes mesmo de nascer. Uma amiga minha, após ter seu primeiro filho, me disse uma coisa que nunca mais esqueci, e que hoje atesto ser verdadeira por experiência própria: a gravidez já é uma preparação para toda a mudança que virá na tua vida. Não posso mais beber. Muitos dos programas que eu e meu marido fazíamos incluía algum tipo de bebida alcoolica: sair pra balada com os amigos, curtir um barzinho no final da sexta pra desestressar da semana, tomar um bom vinho em casa à luz de velas, jogando fora muita conversa deliciosa. Não posso mais fazer academia (ao menos, não até completar 3 meses de gestação). Eu gastava boa parte do meu tempo livre na academia, curtia muito correr, fazer musculação, pilates. Atividades das quais meu marido também participava (mais um momento de parceria entre nós). Não tenho mais disposição pra quase nada no final do dia, não consigo mais fazer compras durante a semana, nem mesmo fazer aquele passeio gostoso ao shopping pra olhar vitrines. É um cansaço que me consome! Até mesmo sair para jantar com meu maridinho tem sido muitas vezes um desafio! rsrs... Quase não tomo mais refrigerante. Coisas light então, nem pensar. Então imaginem a mudança que já se nota no meu corpo, após ficar semanas sem fazer academia, cortando o light da dieta... rs...
Não vou dizer que as mudanças não me assustam, porque assustam sim e muito.
Mas................... Tudo, tudo mesmo, vale muito a pena ao se ouvir o coraçãozinho minúsculo do seu filho batendo forte e a mil! Tudo vale a pena ao ver no ultrassom aquela vida pulsante crescendo dentro de você. Ver aquela coisinha minúscula, ainda sem forma, já com um coração pulsando e mais viva do que nunca. Foi isso que senti ao fazer meu primeiro ultrassom, com 7 semanas. Uma emoção indescritível. Achei que isso fosse um clichê. E que, por ser clichê, eu não iria chorar. Mas me surpreendi. Chorei, de soluçar. A médica teve que me pedir, muito delicamente, para que eu parasse de chorar para que ela pudesse detectar melhor as batidas do coração... rsrs... Nem preciso dizer que o pai babão chorou também...
Deus nos abençoou com essa mudança maravilhosa em nossas vidas. E agora começamos a curtir cada passo dessa jornada tão emocionante chamada gravidez.